How can you be sure?

Fabiana, 17, Rio de Janeiro - Brasil

O Banqueiro Anarquista

- O mal verdadeiro, o único mal, são as convenções e as ficções sociais, que se sobrepõem às realidades naturais – tudo, desde a família ao dinheiro, desde a religião ao estado. A gente nasce homen ou mulher – quero dizer, nasce para ser, em adulto, homen ou mulher; não nasce, em boa justiça natural, nem para ser marido, nem para ser rico ou pobre, como tamém não nasce para ser católico ou protestante, ou português ou inglês. É todas esas coisas em virtude das ficções sociais.

- Tão mau é o dinheiro como o estado, a constituição da família como as religiões.

- Ora qualquer sistema que não seja o puro sistema anarquista, que quer a abolição de todas as ficções e de cada uma delas completamente, é uma ficção também.

- Auxiliar alguém, meu amigo, é tomar alguém por incapaz.

Seriam errados os nossos processos? Com certeza que deveriam ser.

- Ora dominar alguém será um fim natural da nossa personalidade?

- Eles só queriam brincar aos libertários? (…) Eles não tinham força para combater senão encostados uns aos outros, e criando, entre si, um simulacro novo da tirania que diziam querer combater? Pois que o fizessem, os parvos, se não serviam para mais. Eu è que não ia ser burguês por tão pouco.

- O mais que eu poderia fazer nesse sentido era destruir – destruir no sentido físico de matar – um ou outro membro das classes representativas da sociedade burguesa. Estudei o caso, e vi que era asneira.

- Realmente, que se esquiva a travar um combate não é derrotado nele. Mas moralmente é derrotado, porque não se bateu.

— Há 10 meses